PERECÍVEL (2007)

Perecível é obra-reação, contra os padrões de representação corporal imperativamente ditados aos sujeitos de mesma face e mesmos gestos. Nesse contexto o corpo da mulher adquire o status de mercadoria e a produção da identidade é constituída via mercantilização do corpo. Torna-se gritante os padrões de corporalidade imperativamente ditados, corpos se alinham e se alienam ao modelo vigente. A subjetividade é esvaziada pelos consumidores ávidos por alcançar padrões de corpos narcíseos. E o próprio desejo é direcionado para o consumo de objetos fetichizados pela cultura de massa. A carne não se desnuda por ser livre, se desnuda para vestir o condicionamento impregnado pela ética do capital. O corpo, destituído de sua singularidade, é massificado na mortalidade entre os que famintamente morrem de fome ou de anorexia, tráfico de órgãos, prostituição infantil, lipoaspiração e silicone. Em Perecível, aclama-se o corpo-sujeito a partir da exibição de um corpo-carne em feiras e espaços públicos

Materiais: caixas de feira, carne, ossos e projeção de imagens.

*O projeto desenvolveu-se inicialmente em espaços fechados, com projeções de imagens, no Painel Coreográfico (Salvador-BA|Brasil, 2005)

Em seguida desdobrou-se como intervenção urbana, realizada no CORPOCIDADE: Debates em Estética Urbana (Salvador-BA| Brasil, 2008).

EX SITU

IN SITU

Performance, Política, Corpo e Tecnologia (Brasília, 2011| Brasil).